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limbos verdes

limbos verdes

20 Abr, 2021

aqui no quintal ✨

 

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Pelo segundo ano consecutivo, perto do marmeleiro, aqui no meu quintal, nasceram orquídeas abelha, a pouquíssimos metros da janela do meu quarto. Um dos locais onde crescem habitualmente,  fica relativamente perto da minha casa, apesar de ter a ribeira pelo meio, uma descida e subida  considerável. Portanto, acredito que tenham origem dai. As sementes terão voado até aqui com o vento e germinaram, ou os pseudo tubérculos já cá estavam há mais tempo - apesar de esta casa, e terreno em volta, estar com a minha família desde que nasci, não tenho qualquer memória de ter visto esta planta antes, por aqui. Parece uma história inventada, mas é mesmo real! :) Este ano cresceram dois pés - no ano passado apenas um - de Ophrys apifera - a orquídea abelha, que imita a forma e o cheiro da Eucera nigrilabris-, neste momento só uma abriu- duas flores, para já. E um pé de Serapias parviflora. Estou muito curioso para que as flores do segundo pé - da orquídea abelha-  espreitem,  para comparar o desenho com o das flores do ano passado. Mas já não falta muito! 

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A primeira flor da primeira orquídea abelha. 

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A segunda flor, com umas três horas de intervalo entre a fotografia de cima e as de baixo. 

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Esta segunda orquídea está localizada no mesmo local onde cresceu no ano passado, ou seja, terá os mesmos pseudo tubérculos de origem. Estou muito curioso para confirmar se o desenho da flor é exatamente igual ao das flores do ano passado (imagem seguinte).

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[Entretanto, vou fazer uma breve pausa. Estes primeiros três meses foram intensos, com muitas publicações, e estou a precisar parar durante uma ou duas semanas. Um obrigado a quem segue o Limbos Verdes e também a quem comenta. É bom ir tendo o feedback de quem está desse lado.]

 

 

 



 

13 Abr, 2021

da mistura

ou da vida

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“Estamos acostumados a entender a sexualidade como um acto puramente orgânico ou uma dimensão exclusivamente biológica. Deveríamos, ao contrário, aprender a considerar a sexualidade biológica como um dos múltiplos reflexos de um fenómeno de dimensão cósmica, na qual o mundo se renova e modifica a sua consistência. O mundo é constantemente rearmado de modo diferente, e é isso que reproduzimos sexualmente. A vida é o sexo do mundo: não alguma coisa que tenha acontecido acidentalmente e a posteriori em algum movimento da sua história, mas a sua estrutura originária, o seu dinamismo mais profundo.
Neste sentido, a sexualidade não é o modo de vida que nos é garantido pelos órgãos sexuais, mas é, pelo contrário, a relação que, por nosso intermédio, o mundo mantém consigo mesmo.” 

in A vida das plantas, E. Coccia 

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[Quando vi estas sementes - anemone palmata - a libertarem-se, acompanhando a direção do vento - algumas presas, momentaneamente, nos escapes florais da salvia, antes de concluírem o seu caminho, até ao solo - lembrei-me do conceito 'da mistura' - e da 'sexualidade cósmica' - defendida por Coccia. Calhou postar sobre isto, que me diz tanto, no dia em que faz três meses da germinação deste sítio. É uma data curta, bem sei, mas é uma data. :)] 

 

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